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Como preparar uma prova de orientação com QR Code no Split
Guia completo para configurar eventos, validar pontos de controle, testar percursos e acompanhar resultados de orientação no Split.
Uma prova com QR Code não começa quando o primeiro atleta larga. O trabalho decisivo acontece antes: definir a modalidade, organizar os Pontos de Controle, revisar sequências, testar leituras e preparar a equipe para situações sem conexão. O Split reúne registro de PCs, situação dos participantes e classificação online, mas a qualidade do resultado depende de uma configuração coerente.
Este guia apresenta um fluxo completo para organizadores de orientação, corrida de aventura, Rogaine e percursos rurais. Ele considera recursos atuais do Split, como perfil de Organizador, teste de percurso, validação de PCs duplicados, funcionamento com cache e recálculo de classificação.
Definir regras
Escolha modalidade, categorias, sequência, pontuação e limites de tempo.
Cadastrar PCs
Use identificadores únicos e revise a ordem exigida em cada percurso.
Testar percurso
Percorra a prova como participante antes de liberar as inscrições.
Operar o evento
Registre largada, passagens e chegada, acompanhando leituras inválidas.
Auditar resultado
Revise ocorrências, recalcule quando necessário e só então feche a prova.
1. Transforme o regulamento em parâmetros claros
Antes de cadastrar qualquer PC, escreva as regras que o sistema deverá representar. Para cada categoria, responda:
- os pontos precisam ser visitados em uma sequência fixa?
- cada PC possui pontuação própria?
- existe tempo máximo ou overtime?
- a ausência de um PC desclassifica, reduz pontos ou apenas registra uma passagem incompleta?
- largada e chegada são individuais, por equipes ou em janela comum?
- quais categorias usam o mesmo percurso?
Essas respostas separam modalidades que parecem semelhantes no mapa, mas produzem classificações diferentes. Em um percurso sequencial, a ordem dos PCs é parte do resultado. Em uma prova por pontuação, a estratégia do atleta pode permitir ordens distintas. No Rogaine, pontuação e tempo-limite precisam estar definidos antes do primeiro teste.
Crie uma tabela de controle fora do aplicativo com categoria, identificador do percurso, lista de PCs, pontuação e tempo máximo. Ela servirá como referência independente durante a conferência.
2. Planeje os Pontos de Controle sem ambiguidades
Cada PC deve ter um identificador único e legível. Evite combinações visualmente parecidas, códigos duplicados e repetições acidentais na sequência. Versões atuais do Split impedem salvar PCs duplicados em percursos de Orientação ou Rogaine e também bloqueiam o mesmo PC repetido em sequência, mas a revisão do planejamento continua necessária.
Para cada ponto, registre:
| Informação | Por que ela importa |
|---|---|
| Código do PC | Liga o QR Code ao cadastro correto |
| Coordenada | Permite montar e conferir o local exato |
| Referência visual | Ajuda a equipe a localizar o ponto no terreno |
| Categoria/percurso | Evita incluir o PC na prova errada |
| Pontuação | Mantém o cálculo coerente em modalidades por pontos |
| Responsável pela montagem | Facilita a confirmação antes da largada |
O QR Code instalado no terreno deve corresponder exatamente ao identificador cadastrado. Proteja a impressão contra chuva, lama e atrito e mantenha uma cópia de reposição para pontos críticos.
3. Separe os papéis da equipe
Defina quem usará o perfil de Organizador e quais ações cada pessoa poderá executar. Uma operação pequena pode concentrar tarefas; uma prova maior costuma funcionar melhor com responsabilidades separadas:
- coordenação: valida regras, categorias e fechamento;
- montagem: instala e confirma os PCs;
- largada/chegada: controla os marcos dos participantes;
- apoio de percurso: recebe ocorrências do terreno;
- resultados: acompanha classificação, inconsistências e recálculos.
Compartilhe um procedimento para correções. Alterar um percurso durante a prova sem registrar a decisão pode tornar a classificação difícil de auditar depois.
4. Faça um teste completo como participante
O Organizador pode se inscrever para testar o percurso e participar de um evento. Use esse recurso para simular a experiência real, não apenas para abrir cada tela.
O teste precisa incluir:
- inscrição na categoria correta;
- início do percurso;
- leitura de todos os PCs na ordem prevista;
- tentativa controlada de ler um PC inválido;
- período com conexão limitada, quando isso fizer parte da realidade do local;
- chegada e publicação do resultado;
- conferência de pontuação, tempo e situação final.
O Split possui um bipe específico para leitura de PC inválido. A equipe deve reconhecer esse retorno antes do evento e saber que uma leitura com alerta não deve ser tratada como passagem confirmada.
Depois que o atleta inicia o percurso, versões atuais evitam que a tela do aparelho desligue automaticamente. Mesmo assim, verifique bateria, brilho, proteção contra chuva e forma de transporte do celular durante o teste.
5. Valide todos os QR Codes no terreno
O teste de mesa não substitui a conferência depois da montagem. Percorra os pontos com o mesmo tipo de dispositivo que será utilizado na prova e teste:
- leitura sob sol direto e sombra;
- distância e ângulo necessários;
- código parcialmente molhado ou sujo;
- reflexo causado pela proteção plástica;
- correspondência entre posição, código e cadastro;
- cobertura de rede nos trechos importantes.
Se um código exigir várias tentativas em condições normais, substitua-o. Em uma competição, segundos perdidos em uma leitura ruim podem afetar a experiência do atleta e gerar contestação.
6. Prepare o funcionamento com conexão limitada
O Split recebeu correções para listar dados do sistema usando cache mesmo sem conexão. Isso ajuda em áreas remotas, mas não elimina a necessidade de planejamento.
Antes de sair da área com internet:
- abra o aplicativo e atualize os dados do evento;
- confirme que o evento e o percurso aparecem no aparelho;
- mantenha a sessão autenticada;
- evite limpar dados ou reinstalar o aplicativo;
- identifique onde a sincronização poderá ser retomada;
- defina como a equipe registrará uma ocorrência caso o aparelho falhe.
Ao recuperar conexão, aguarde a atualização e confira se as passagens aparecem antes de encerrar o evento ou divulgar o resultado como definitivo.
7. Acompanhe estados e classificação durante a prova
O Split diferencia por cores participantes classificados, desclassificados, em pista e que ainda não partiram. Use esses estados como painel operacional:
- atletas que ainda não partiram podem indicar atraso ou ausência;
- participantes em pista por tempo muito acima do esperado podem exigir contato com o apoio;
- desclassificações precisam ter uma causa verificável;
- classificados devem apresentar percurso, tempo e pontuação coerentes.
A classificação online é útil para organização, atletas e público, mas resultados provisórios devem continuar sujeitos à conferência de ocorrências e sincronizações pendentes.
8. Corrija dados com rastreabilidade
Versões recentes melhoraram a gestão dos resultados e permitem recalcular a classificação. Use o recálculo quando uma correção de passagem, pontuação ou percurso realmente alterar o resultado.
Antes de recalcular:
- registre qual dado estava errado;
- confirme a evidência com a equipe responsável;
- faça a correção autorizada;
- execute o recálculo;
- compare o resultado anterior e o novo;
- comunique a alteração quando ela afetar posições.
Evite várias correções simultâneas sem anotação. Se surgir uma divergência depois, o histórico da decisão será tão importante quanto o valor final exibido.
Checklist antes de liberar a largada
- modalidade e regra de classificação confirmadas;
- categorias e percursos revisados;
- PCs únicos e na sequência correta;
- pontuação e overtime conferidos;
- QR Codes testados após a montagem;
- Organizador inscrito e percurso simulado;
- leitura inválida reconhecida pela equipe;
- aparelhos carregados e dados atualizados para uso com cache;
- procedimento de correção e recálculo definido;
- responsáveis por largada, percurso, chegada e resultados identificados.
O Split reduz trabalho manual e acelera a classificação, mas não substitui um percurso bem definido e uma operação ensaiada. Quando regras, PCs e responsabilidades estão claros, o QR Code deixa de ser apenas um marcador e passa a fazer parte de um processo verificável do início ao resultado final.